Comportamento

 

 

 

 

Problemas de comportamento mais comuns em cada fase da vida escolar 
Os problemas de comportamento podem ser observados em todas as etapas da educação básica, e é importante que o professor saiba dimensioná-los de acordo com a faixa etária e o estágio de desenvolvimento dos alunos que os apresentam.

Na pré-escola, problemas relacionados ao controle da agressividade são relativamente comuns, incluindo bater, puxar os cabelos ou empurrar os coleguinhas. Aqui, pode existir  um problema de comportamento, quando uma criança apresenta tais atitudes de forma recorrente, ignorando as consequências de tais atos.

Os chamados problemas internalizantes, que englobam a timidez excessiva, ansiedade e dificuldades de interação social também costumam ocorrer com relativa frequência em crianças nessa fase escolar. Entretanto, tais problemas acabam recebendo menos atenção que os chamados externalizantes (agressões, descumprimento de regras etc.), já que a criança “é quietinha”.

Nas séries iniciais do Ensino Fundamental, as agressões verbais, assim como agressões físicas, constituem problemas de comportamento frequentemente observados. Nessa etapa, os professores também costumam enfrentar cotidianamente questões relacionadas à indisciplina, como atrasos, interrupções da aula por conversas paralelas dos alunos, recusa ou pouco interesse na realização de atividades e, até, desafios diretos à sua autoridade.

Nas séries finais do Ensino Fundamental e no Ensino Médio, podemos dizer que tais problemas permanecem, com um agravamento dos conflitos em que os alunos procuram desafiar a autoridade dos professores.

Devemos ter em mente que o processo educativo é contínuo e cumulativo, e isso está diretamente relacionado aos problemas comportamentais, tanto internalizantes quanto externalizantes. Quando a agressividade exagerada de uma criança não recebe a devida atenção na pré-escola, é quase certo que o problema permanecerá e se tornará cada vez mais grave nas etapas subsequentes do ensino.

Da mesma forma, um aluno que apresenta sérias dificuldades de interação social com seus colegas no início da vida escolar e não tem oportunidade de desenvolver as habilidades necessárias para um convívio em grupo satisfatório, muito provavelmente sofrerá, no futuro, com uma tendência ao isolamento e todas as suas consequências emocionais.

Porém, quando é estabelecida uma parceria entre os pais, profissionais de saúde e professores no enfrentamento do problema, há melhoras significativas na forma de a criança se relacionar com figuras de autoridade e com seus colegas.

 

    

 

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